Arquivo da categoria: Sala de Aula

172. Viagem do Conhecimento

Na semana passada realizamos no CADOP a fase local do desafio Viagem do Conhecimento, promovido pela revista National Geographic. No total participaram 56 alunos de seis turmas diferentes, distribuídos entre oitava série do Ensino Fundamental e primeiro ano do Ensino Médio. Foi a primeira vez que a escola participou.

A prova reuniu temas de diversas áreas da Geografia em 25 questões, desde placas tectônicas até zonas rurais e megacidades. Para uma prova feita com pouco tempo de estudo e reunindo temas tão abrangentes, pode-se dizer que o resultado na escola foi bem satisfatório e seis alunos se classificaram para a fase regional, que será em março do ano que vem.

  • Turma 81: Andressa Oliveira Schütz, Cacyo Mattos Nunes e Fabrício Ferrão Rodrigues
  • Turma 101P: Victor Domingues Ventura Pires
  • Turma 102P: Willian Jesus Abreu
  • Turma 103P: Igor Ferraz

Aqui quem quiser pode conferir a prova e o gabarito. Para o restante da escola já fica a dica, ano que vem participaremos novamente. Já comecem a intensificar seus estudos.

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168. Momentos

Há algumas semanas estavamos discutindo nas aulas de Sociologia sobre as relações sociais (família, amigos, isolamento, interatividade etc). Para complementar a aula, passei três curtas-metragens para os alunos. Dois brasileiros, chamados “Noite de Sol” e “Depois das Nove”, que tratam das relações familiares entre diferentes gerações. Os alunos não apenas gostaram desses vídeos como também se identificaram com alguns dos personagens – algo que pude comprovar lendo os trabalhos que eles fizeram posteriormente.

Mas foi o terceiro vídeo, um português, que mais chamou a atenção da turma. Chamado “Momentos”, o filme conta a história de um homem tentando fugir de seu passado e… bom, é melhor eu parar de falar senão vai perder a graça. Abaixo está o link do vídeo para que vocês possam assistir e tirar suas próprias conclusões.

161. Sobre o concurso do magistério

No último domingo eu realizei a prova do concurso do magistério estadual. Só deixei para escrever alguma coisa por aqui hoje porque queria ter o gabarito e comentar sobre o meu desempenho. Pois bem, não poderia estar mais indignado. Eram 60 questões no total, distribuídas por cinco provas, e era necessário uma pontuação de 60% de acertos em cada prova para a aprovação. E eis que eu fico empenhado por uma questão em uma prova.

  • Em Português eram 10 questões com valor 2,5 pontos cada uma. A pontuação mínima era de 15 e eu consegui fazer 22,5 pontos. Sério, acertei 9 das 10 questões da matéria. Créditos para a professora do cursinho que deu as dicas. A prova estava de acordo com os últimos concursos que eu fiz, com crase, pontuação e interpretação. Eles disseram que seria pela nova ortografia, mas não colocaram nenhuma questão deste tipo. Talvez para evitar os recursos.
  • Em Conhecimentos Pedagógicos eram 15 questões também, com valor de 2 pontos cada. A pontuação mínima era de 18 e eu marquei 22 pontos, acertando 11 questões. Mais uma vez os créditos ficam por conta do cursinho. Confesso que estou surpreso com meu desempenho nesta prova. Geralmente a pedagogia é que me reprova nos concursos e as questões deste estavam parecidas com um ENEM: enormes, cansativas e com aquela dificuldade de interpretação típica.
  • Em Legislação eram apenas 10 questões, cada uma valendo 2 pontos. A pontuação mínima era de 12 e eu marquei 14, acertando 7 questões. Créditos para o cursinho, pela terceira e última vez. E uma das que eu errei a professora ainda tinha comentado bastante nas aulas, ou seja, poderia ter aumentado a nota em mais dois pontos.
  • Em Conhecimentos da Área (Ciências Humanas) o bicho pegou. Primeiro porque eu só fui me dar por conta de que teria essa prova no concurso um dia antes (e pelos comentários na sala eu não era o único pego de surpresa). E segundo porque foi aí que eu reprovei. Por uma questão. Era necessário acertar 9 das 15 questões (cada uma valendo 1 ponto) e eu só acertei 8. A maior indignação está no fato de que uma das questões eu respondi corretamente, mas por falta de atenção eu marquei outra alternativa na grade. Se não fosse essa mancada… Em tempo, estou dando uma olhada nas questões que eu errei para ver se posso pedir recurso e já estou encontrando algumas.
  • Em Conhecimentos Específicos (Geografia) eram 10 questões, cada uma valendo 1 ponto. Eram necessários 6 acertos e eu fiz 8. As questões eram bem diversificadas. Tinha de cartografia, de globalização, de aquecimento global, de divisão territorial brasileira, domínios morfoclimáticos etc. Haviam apenas duas questões dos primeiros geógrafos, que geralmente são as que mais caem nessas provas. E mais uma totalmente chapada com um poema do Carlos Drumond de Andrade.

Enfim, vou tentar entrar com recurso de uma questão da prova de conhecimentos da área, mas mesmo assim fico na torcida para que outras questões dessa prova sejam anuladas. Já que no geral eu consegui 74,5 pontos. Não vou me conformar se reprovar nesse concurso.

UPDATE: Ontem (06/07) foi divulgado o resultado após os recursos e nenhum dos meus pedidos foi aceito. Aliás, poucos recursos foram aceitos. O jeito agora é estudar e focar em seleções municipais.

 Fresno
“Deixa o Tempo”

159. Paralisação do Magistério

E misteriosamente o quarto estado com o maior PIB do Brasil continua sem pagar o piso nacional para os professores. E o que é pior, possui o menor salário entre todos os estados do “país de todos” (dado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

Tarso Genro, faça alguma coisa logo. Teu nome já está na lama, mas não piore ainda mais o nome do teu partido!

152. Rocky Morano

Senhoras e senhores. Com vocês, o vídeo gravado pelo alunos Aleino, Guilherme e Pedro, da turma 202 do CADOP para um trabalho de inglês. Com a participação especial deste que vos escreve. 😉

148. Sobre a greve

Ontem a tarde o Gigantinho foi palco de uma assembleia de professores (a primeira desde que eu comecei a atuar na área). E o principal ponto a ser discutido era a possibilidade de ser realizada uma greve nas escolas estaduais a partir da próxima semana. A maioria dos professores presentes votou a favor da greve a partir desta segunda-feira. A escola em que eu trabalho – o CADOP – já havia se manifestado a favor da paralisação caso a assembleia decidisse parar, o que significa que as aulas na escola estão suspensas por tempo indeterminado.

É claro que uma greve no final do ano letivo não é boa para ninguém, nem para alunos, nem para professores e muito menos para a sociedade. Mas infelizmente essa é a única maneira que temos para lutar pelos nossos direitos. Há algumas semanas estávamos discutindo na aula de Sociologia se a sociedade deve agir por conta própria ou esperar que o governo resolva todos os problemas. Juntos, chegamos à conclusão de que devemos agir independentemente, caso contrário nossos direitos nunca serão garantidos e o governo vai cada vez mais controlando a sociedade. Pois então, é basicamente isso que os professores estão fazendo, embora aos olhos do restante da sociedade, os grevistas são vilões inescrupolosos que estão impedindo as férias e o veraneio dos estudantes e seus familiares…

Vale destacar que o que está em jogo, principalmente, são duas coisas:

1. A reestruturação do Ensino Médio, que inclui aumento da carga horária, mas contraditoriamente, a diminuição dos períodos de várias disciplinas. Matemática no terceiro ano, por exemplo, ficaria com apenas um período semanal. O restante da carga horária ficaria a cargo de projetos e estágios. Apesar de o governo chamar de “proposta”, o nome correto seria “imposição”, uma vez que os professores não foram consultados durante a elaboração do projeto e não há a possibilidade de alterações ou sugestões da categoria. De acordo com essa ideia, o aluno formado em escola pública fica mais longe do ensino superior, já que não terá o preparo suficiente para uma prova de vestibular.

2. O pagamento do piso nacional do magistério, ou seja o cumprimento de uma lei que já existe mas que não é cumprida pelo governo estadual. Ao contrário do que muitos pensam, não é um aumento que os professores estão pedindo. Teoricamente este aumento já foi dado, já é lei, mas não é cumprida pelo governo.

Eu sinceramente acredito que esta greve não vai durar muito tempo. Em relação ao Ensino Médio, o atual governador já foi Ministro da Educação, então não vai demorar para perceber que as mudanças não são tão boas assim.
E em relação ao piso, o Rio Grande do Sul possui o quarto maior PIB do Brasil. É estranho um estado com essa característica afirmar que não possui dinheiro para pagar um salário de R$ 1.187,00 para os professores.

A greve está lançada, agora é esperar que os resultados saiam logo, a fim de garantir os direitos dos professores, assegurar uma educação de qualidade e não prejudicar os alunos do ano letivo de 2011.