195. Os últimos três do Zafón

Comecei esse ano com três livros de cara na minha lista: “O Príncipe da Névoa”, “O Palácio da Meia-Noite” e “As Luzes de Setembro”. Os três que ainda não havia lido do Carlos Ruíz Zafón, aquele escritor espanhol mais conhecido por “A Sombra do Vento”. Segue um resuminho de cada um e um comentário de forma geral.

trilogia da névoa

O Príncipe da Névoa

Na década de 30, o jovem Max Carver e sua família se mudam para uma região costeira, em uma casa cheia de mistérios. Lá ele conhece Roland, um cara que mora com o avô no farol e começa a namorar a irmã de Max.

Não demora muito para que Max perceba que existe algo de errado com o casarão onde mora, o jardim das estátuas no fundo do pátio e a enigmática morte do filho dos antigos donos. Tudo isso começa a vir à tona e surgem segredos que só o avô de Roland conhece.

“As lembranças ruins perseguem você sem que precise carregá-las consigo”.

O Palácio da Meia-Noite

Ainda estamos na década de 30, mas agora em Calcutá, na Índia. Aqui acompanhamos a história de Ben e Sheere, dois irmãos gêmeos que são separados no nascimento. Ben cresce em um orfanato e se torna membro da Chowbar Society, um grupo de jovens órfãos. Enquanto isso, Sheere cresce ao lado da avó, sua única parente viva (tirando o irmão que ela ainda não conhece, claro).

Quando completam 16 anos, os dois se reencontram e descobrem que estão predestinados a serem perseguidos por um demônio chamado Jawahal, o mesmo responsável pela morte de seus pais anos atrás. Mais segredos surgem e alguns que nem são tão secretos assim. Para um leitor atento, boa parte do mistério pode ser resolvido ainda na metade do livro.

“Ainda precisávamos aprender que o Diabo criou a juventude para que cometêssemos nossos erros e que Deus instituiu a maturidade e a velhice para que pudéssemos pagar por eles”.

As Luzes de Setembro

Estamos na Normandia. Adivinhem quando? Sim, na década de 30 também. Aqui conhecemos Simone Sauvelle, uma viúva que se muda com os filhos para trabalhar na casa de Lazarus Jann, um criador de brinquedos.

Do nada, mortes começam a acontecer e os brinquedos robóticos que pareciam tão inofensivos começam a amedrontar os filhos de Simone – Irene e Dorian. Ainda tem o caso mal explicado da morte de Alma Maltisse, em uma noite de festa em um mês de setembro, cujo diário vai parar nas mãos de Irene.

“Num mundo de luz e sombras, todos nós, cada um de nós precisa encontrar seu próprio caminho”.

Em comum, estes três livros têm o fato de que suas tramas secundárias giram em torno de relacionamentos na juventude e a força da verdadeira amizade. Dos outros livros, só temos aqui a presença de Andreas Corelli, o vilão de “O Jogo do Anjo” que vai ser uma pedra no sapato de Lazarus Jann em “As Luzes de Setembro”.

Esta trilogia da névoa foi escrita antes de todos os outros livros e o próprio autor faz uma nota de abertura explicando que ele escreveu ainda jovem com a intenção de escrever o livro que ele gostaria de ter lido quando era estudante.

Quem já conhece o autor vai estranhar uma coisa: Nenhuma destas três histórias se passa em Barcelona. Pois é, conhecemos outros lugares nas páginas desta série. Apesar de serem uma literatura mais jovem, não significa que sejam livros destinados apenas à crianças. Vale muito a pena essa leitura, principalmente para quem já é fã do autor.

Publicado em 5 de março de 2014, em Literatura. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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