162. O Espetacular Homem-Aranha

Me ocorreu recentemente que eu não escrevi nada aqui no blog a respeito de “Os Vingadores”, um dos filmes mais esperados do ano (pelo menos por mim). Aí me ocorreu também que praticamente ninguém lê este blog, o que me livra do compromisso de atualizar com frequência. Ok, estou sendo injusto, ainda tem algumas almas penadas que dão as caras por aqui de vez em quando.

Mas enfim, chega de desculpas esfarrapadas e vamos direto para o assunto do título. O reboot do amigo da vizinhança, Peter Parker. Pelo certo eu deveria reassistir o filme de 2002 do Sam Raimi antes de fazer qualquer comparação injusta, mas devido à preguiça ao excesso de trabalho eu não pude fazer isso. Mas pretendo fazê-lo no fim de semana e se houver necessidade de uma atualização no post, eu o farei.

Em primeiro lugar, comparar a qualidade visual dos dois é uma injustiça sem tamanho. Há 10 anos atrás não haviam os mesmos recursos que existem hoje no cinema – oi 3D… – e isso sem dúvida deixou o último filme melhor. Sério, por mais que eu tenha gostado (e muito) do primeiro filme, não dá pra negar que aquela fantasia do Duende Verde deixava o cara parecido com um vilão saído diretamente dos Power Rangers, algo que não ocorre agora com o Lagarto. Óbvio, até porque agora eles enterraram o dedo no botão da computação gráfica, ao contrário do Duende que… tenha dó, aquilo era só uma armadura que deixava a voz do Willem Defoe pra lá de sinistra.

O romance Peter/Gwen também leva vantagens sobre o Peter/MJ. Eu não consigo pensar em nenhuma maneira de escrever sobre isso sem contar spoilers, então lá vai… Todo aquele mi-mi-mi de “eu não posso deixar a guria saber que eu sou o Homem-Aranha” é deixado de lado. Se na série original a Mary Jane só vai suspeitar de que o Peter é o Aranha no final do primeiro filme (e certeza mesmo ela só vai ter no segundo), aqui o Peter puxa a Gwen pela teia e dá um beijo na frente da sogra (tá, a sogra não viu a teia, mas mesmo assim a atitude foi de respeito).

O que eu gostei no primeiro filme e que não apareceu agora é o trabalho do Peter como fotógrafo para o Clarim Diário. Aliás, o fato de ele ser fotógrafo mal é mencionado no filme. Isso sem falar que, mesmo com quase duas horas e meia de filme, algumas coisas parece que foram contadas de forma muito rápida. Não sei bem como explicar, mas parece que a continuidade talvez tenha deixado um pouco a desejar.

Resumindo, o lançamento é muito bom, mas não tira o mérito do filme original, que por sinal foi o responsável por eu gostar de filmes de super-heróis…

Publicado em 10 de julho de 2012, em Cinema. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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