107. LOST: The End

Pelo que eu me lembro eu postei poucas coisas no blog sobre os episódios do Lost. Mas se tratando do final da série, eu não poderia deixar de manifestar a minha opinião. Ah, não perciso nem dizer que tem spoilers, né?…

Depois de quatro anos assistindo ao seriado, posso dizer que adorei o final, mas ainda deixou um pouco a desejar. Acho que esse é problema de quando se cria muita expectativa para uma coisa, mesmo sabendo que seria impossível os produtores agradar a todos. De certo modo, toda a sexta temporada deixou um pouco a desejar. Os episódios até eram bons, mas em momento algum parecia que a história estava se encaminhando para o final. Isso só ficou evidente no final de “What They Died For”, quando o homem de preto diz que vai destruir a ilha. Aí vemos que o bixo vai pegar. Aliás, o homem de preto é a minha primeira crítica. Por que não revelar o nome da criatura? Não que isso faria grande diferença, mas ele passou uma boa parte da vida morando com um povo estranho. Impossível que eles não tenham dado um nome a ele.

Depois tem o caso do Aaron, que não teve nada de especial. Fizeram um bom pouco de sensacionalismo nos flashbacks da Claire durante as duas primeiras temporadas que eu cheguei a pensar que o cabeça de nabo teria alguma importância fundamental para a trama. Alguns chegavam até a cogitar que ele seria o Jacob mais novo…

E quanto à história da ilha, ficaram em aberto duas perguntas: 1) Qual a origem da estátua e das referências egípcias? Pelo menos poderiam ter mostrado como a casa do Jacob foi parar lá, mas pelo visto os arquitetos da estátua serão tão misteriosos quanto os construtores das pirâmides de verdade. 2) Como a Iniciativa Dharma foi para lá? Não ficou bem explicada a relação entre a ilha, a iniciativa e seu financiador, Alvar Hanso.

Jim e Sun foram apenas protagonistas de uma novelinha romântica babaca. E eu que até os últimos minutos ainda acreditava que o pai da Sun teria alguma ligação com a Dharma, já que o logo da Iniciativa lembra em alguns aspectos a bandeira da Coreia do Sul.

Mas quanto ao desfecho eu achei muito interessante. O fato deles estarem mortos nos flashsideways foi uma jogada excelente. Eu poderia apostar nesse desfecho com a realidade da ilha, mas não com a realidade de Los Angeles como acabou sendo. E eu ainda defendo a teoria de que eles estavam mortos em todos os momentos dessa realidade paralela, e não apenas na cena final da igreja. Se o final foi bom ou não cada um tira suas próprias conclusões, mas não há como negar que Lost mudou a maneira de assistir seriados. Nunca um programa conseguiu unir tão bem assuntos tão diferentes, como ciência e fé e vai ser estranho não ter mais episódios para assistir de agora em diante…

Namastê! 😉

Publicado em 25 de maio de 2010, em Seriados. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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